No último domingo (11), o ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, fez declarações ameaçadoras em relação a Cuba através de sua plataforma Truth Social. Trump afirmou que a ilha caribenha não receberá mais o petróleo que costumava importar da Venezuela, destacando a relação entre os dois países.
“Cuba viveu muitos anos com uma grande quantidade de petróleo e dinheiro vindos da Venezuela. Em contrapartida, Cuba fornecia ‘serviços de segurança’ para os últimos ditadores venezuelanos. Agora isso acabou!”, escreveu Trump.
A Venezuela sempre foi o maior fornecedor de petróleo para Cuba, mas essa relação foi abruptamente interrompida após o sequestro do presidente venezuelano, Nicolás Maduro, em janeiro. Trump também mencionou que muitos cubanos que trabalhavam como seguranças pessoais de Maduro foram mortos durante a operação para capturá-lo, ressaltando que os EUA estão dispostos a proteger a Venezuela.
Trump ainda fez um alerta ao governo cubano, sugerindo que fizessem um acordo antes que fosse tarde demais. Em resposta, o presidente cubano, Miguel Diaz-Canel, utilizou as redes sociais para defender a soberania de Cuba. Ele afirmou: “Cuba é uma nação livre, independente e soberana. Ninguém nos dirá o que fazer.”
Diaz-Canel criticou as ações dos EUA, dizendo que a ilha não agride, mas é agredida há 66 anos e que se prepara para defender sua pátria. Ele também se dirigiu àqueles que culpam a revolução cubana pelas dificuldades econômicas, afirmando que deveriam se calar, pois essas dificuldades são resultado das sanções extremas impostas pelos EUA.
“Os EUA não têm moral nenhuma para apontar o dedo para Cuba, pois transformam tudo em negócio, até mesmo vidas humanas,” concluiu o presidente cubano, destacando a decisão soberana do povo cubano em escolher seu modelo político.










