O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em sua visita à Índia, reafirmou a importância da união entre os países em desenvolvimento, especialmente os do Sul Global, para transformar a lógica econômica mundial. Em coletiva de imprensa, antes de se dirigir à Coreia do Sul, Lula abordou as dificuldades enfrentadas por nações menos desenvolvidas nas negociações com superpotências.
“Defendemos que países menores se unam para negociar com os maiores. Na interação direta com superpotências, a tendência é perder”, declarou Lula. Ele destacou que “os países em desenvolvimento podem mudar a lógica econômica do mundo. Está na hora de mudar”, enfatizando a necessidade de parcerias entre nações com características similares para fortalecer seu potencial.
O presidente também comentou sobre o Brics, afirmando que o bloco tem se mostrado crucial para viabilizar essa nova abordagem econômica. “Criamos um banco e estamos ganhando uma nova forma. Queremos fortalecer nosso grupo, que pode se integrar ao G20 e, futuramente, formar algo equivalente ao G30”, afirmou.
Além disso, Lula defendeu o multilateralismo e a revitalização da ONU, que, segundo ele, deve voltar a ter legitimidade e eficácia. O presidente ressaltou a necessidade de uma resposta unificada aos conflitos globais, como os da Venezuela, Gaza e Ucrânia.
Sobre a relação com os Estados Unidos, Lula expressou que parcerias construtivas podem surgir, especialmente no combate ao crime organizado. “Se o governo dos EUA estiver disposto a enfrentar o narcotráfico, estaremos na linha de frente”, disse.
Durante sua passagem pela Índia, Lula e o primeiro-ministro Narendra Modi discutiram o fortalecimento das relações comerciais, estabelecendo a meta de aumentar o comércio bilateral de US$ 15,5 bilhões para US$ 30 bilhões até 2030. Lula também mencionou a abertura do Brasil para que outros países explorem seus minerais críticos, desde que isso ocorra com a agregação de valor no território brasileiro.
Após sua visita à Índia, Lula seguiu para a Coreia do Sul, onde dará continuidade às discussões sobre parcerias estratégicas entre os dois países. Essa viagem ressalta o compromisso do Brasil em reforçar laços comerciais e cooperações internacionais.










