Durante uma visita à Coreia do Sul, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva declarou que o Brasil está disposto a realizar “qualquer sacrifício” para capturar os “magnatas da corrupção e do narcotráfico”. Essa declaração foi feita em uma entrevista à imprensa em Seul, onde Lula se encontra para uma visita de Estado.
O combate ao crime organizado será um dos principais tópicos na reunião que Lula terá com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em Washington no próximo mês. “O desejo nosso é colocar os magnatas da corrupção e do narcotráfico na cadeia”, afirmou Lula, enfatizando a importância da cooperação internacional no enfrentamento desses desafios.
O presidente brasileiro mencionou que levará representantes da Polícia Federal, da Receita Federal e do Ministério da Justiça para demonstrar a expertise do Brasil no combate ao crime organizado. “Se ele quiser, de verdade, combater o crime, o Brasil será parceiro de primeira hora”, declarou.
A pauta da reunião com Trump incluirá temas de interesse mútuo, como multilateralismo e democracia. Lula também destacou a necessidade de retomar as negociações para um acordo comercial entre a Coreia do Sul e o Mercosul, paradas desde 2021. Ele afirmou que o presidente sul-coreano mostrou interesse em discutir o assunto e que comissões serão formadas para facilitar o diálogo.
Além disso, a ampliação do acordo de comércio preferencial entre Mercosul e Índia é uma prioridade para o Brasil, visando fomentar o livre comércio na região.
Após sua visita à Coreia do Sul, Lula seguirá para Abu Dhabi, onde se reunirá com o presidente dos Emirados Árabes Unidos, Mohammed bin Zayed Al Nahyan. Ao ser questionado sobre a tensão no Oriente Médio, Lula enfatizou que sua missão é discutir relações comerciais e políticas, promovendo paz e desenvolvimento, ao invés de conflitos.
Hoje à noite, a comitiva presidencial embarca de volta para Brasília, encerrando sua agenda na Ásia.










