A operação que resultou na morte de El Mencho, chefe do Cartel Jalisco Nueva Generación (CJNG), foi desencadeada após a localização de um associado de uma de suas parceiras. Com apoio de informações dos serviços de inteligência dos Estados Unidos, as autoridades mexicanas conseguiram localizá-lo em um povoado no estado de Jalisco, onde construiu seu império do tráfico de drogas.
No domingo, 22 de outubro, El Mencho foi abatido em meio a uma operação militar que, segundo a presidenta do México, Cláudia Sheinbaum, resultou em uma onda de violência que deixou 27 agentes de segurança mortos. A situação no país se tornou caótica, com bloqueios em 20 dos 31 estados e ataques a prédios públicos, automóveis incendiados e confrontos diretos com as autoridades.
A operação militar mobilizou forças especiais do Exército e da Aeronáutica, além de helicópteros e aviões. Durante o confronto, El Mencho conseguiu fugir, mas foi localizado novamente em uma área de vegetação, onde foi gravemente ferido. Infelizmente, ele não sobreviveu durante o transporte para o hospital.
O Cartel Jalisco, surgido na última década, se consolidou como uma das organizações mais influentes do México, rivalizando com o Cartel de Sinaloa. A especialista em políticas sobre drogas, Gabriela de Luca, alertou que a morte de El Mencho pode gerar disputas internas e uma reconfiguração do poder entre os cartéis, sem que haja uma diminuição imediata no tráfico de drogas.
A participação dos EUA na operação foi destacada, mas a presidência mexicana enfatizou que a operação foi conduzida exclusivamente por forças federais. O governo americano havia oferecido uma recompensa significativa pela captura de El Mencho, que era considerado um dos principais traficantes de fentanil.
A morte do narcotraficante pode ter consequências de longo alcance para a segurança no México, com possíveis aumentos na violência à medida que diferentes facções tentam preencher o vácuo deixado por seu falecimento.










