De acordo com um recente relatório do Comitê para a Proteção dos Jornalistas (CPJ), 2025 registrou um número alarmante de 129 jornalistas assassinados em todo o mundo, o maior já documentado na história da organização. Destes, 86 mortes foram atribuídas às Forças de Defesa de Israel.
A maioria das fatalidades (104) aconteceu em áreas de conflito, com cinco países concentrando 84% das mortes: Israel, Sudão, México, Rússia e Filipinas. O relatório destaca que, apesar do aumento de assassinatos na Ucrânia e no Sudão, a maior parte das vítimas são jornalistas palestinos.
O CPJ enfatiza a impunidade como um fator crucial para o aumento desses assassinatos, indicando que muito poucas investigações transparentes foram realizadas. A presidente da organização, Jodie Ginsberg, afirma que os ataques à imprensa são um grave sinal de ameaças à liberdade de expressão.
Entre os casos trágicos, o relatório menciona Hossam Shabat, um correspondente da Al Jazeera, que foi morto em um ataque israelense em Gaza. Outro caso notável é o de Anas al-Sharif, que, após alertar sobre sua vida em perigo, foi assassinado em um ataque que também vitimou outros jornalistas.
Além disso, o CPJ aponta a crescente utilização de drones para atacar jornalistas, com um aumento significativo no número de mortes relacionadas a esses dispositivos, que saltaram de duas em 2023 para 39 em 2025. A organização ressalta que a combinação de conflitos armados e um estado de direito fraco contribui para a tragédia dos jornalistas em vários países, incluindo México, Índia e Colômbia.
O relatório conclui que os assassinatos de jornalistas violam o direito internacional humanitário, pois esses profissionais devem ser considerados civis e protegidos contra ataques deliberados.










