No seu primeiro pronunciamento desde a ascensão ao cargo, o aiatolá Mojtaba Khamenei fez declarações contundentes em relação a Israel e aos Estados Unidos. Em uma mensagem lida pela mídia estatal iraniana, ele prometeu que o Irã não abandonará a busca por vingança “pelo sangue de seus mártires”. Khamenei destacou que cada iraniano que perder a vida em ataques inimigos representa uma reivindicação independente por retribuição.
Além disso, o novo Líder Supremo assegurou que o Estreito de Ormuz, um ponto estratégico por onde transita cerca de 25% do petróleo mundial, permanecerá fechado. Ele enfatizou que os ataques às bases militares do inimigo na região continuarão. “A vontade das massas populares é continuar a defesa eficaz e que cause pesar”, declarou Khamenei.
O fechamento do estreito já gerou impactos significativos nos mercados globais, levando países a considerarem a liberação de estoques de emergência de petróleo. Khamenei também anunciou que o Irã buscará indenizações pelos danos econômicos causados pela guerra, prometendo que, se necessário, confiscariam bens de seus adversários.
O novo líder ainda reiterou o apoio do Irã ao Eixo da Resistência, que inclui grupos como Hamas e Hezbollah, afirmando que essa aliança é parte fundamental dos valores da Revolução Islâmica. “Exigiremos indenização do inimigo e, se eles se recusarem, confiscaremos o máximo de seus bens”, completou.
Em relação à sua política externa, Khamenei expressou a intenção de manter relações “cordiais e construtivas” com os 15 países vizinhos, apesar de criticar aqueles que permitem que suas bases sejam usadas por forças agressoras contra o Irã. Ele aconselhou esses países a fecharem suas bases militares, apontando que as promessas de segurança dos EUA eram enganosas.
Por fim, Khamenei fez um apelo à unidade entre os diferentes setores da sociedade iraniana, ressaltando a necessidade de deixar de lado divergências internas para enfrentar ameaças externas. A ascensão de Mojtaba Khamenei ao poder ocorre em um momento crítico, após a morte de seu pai, Ali Khamenei, que ocupou o cargo por 36 anos.










