A Human Rights Watch (HRW) divulgou um relatório alarmante, indicando que o autoritarismo está em ascensão em mais de 100 países, com destaque para os Estados Unidos, Rússia e China. O documento, publicado em 4 de outubro, afirma que as políticas do presidente Donald Trump têm contribuído significativamente para o retrocesso da democracia global.
O diretor executivo da HRW, Philippe Bolopion, enfatiza a necessidade urgente de uma “aliança estratégica” entre nações democráticas para proteger a ordem internacional baseada em regras. Segundo o relatório, os direitos humanos enfrentam uma grave ameaça devido à administração Trump, que tem atacado a liberdade de expressão e promovido a deportação de indivíduos para países onde correm risco de tortura.
Tanto a China quanto a Rússia têm sido culpadas de minar ainda mais a ordem global, criando um cenário preocupante para os direitos humanos. O relatório destaca que “o sistema global de Direitos Humanos está em perigo”, e as ações dos EUA, em particular, têm repercussões significativas em todo o mundo.
A HRW critica a administração de Trump por sua redução da responsabilização do governo e por ter atacado a independência judicial, cortado ajuda humanitária e revogado direitos essenciais, como os das mulheres e da comunidade LGBTQIA+. Além disso, o governo tem sido acusado de usar a força para intimidar adversários políticos e membros da sociedade civil.
O relatório também menciona a política externa de Trump, que, segundo a HRW, tem se alinhado com uma ideologia nacionalista, utilizando estereótipos racistas ao tratar de populações indesejadas nos EUA. As ações do Serviço de Imigração e Alfândega dos EUA (ICE) são citadas como exemplos de força excessiva e abuso de poder.
Com a ascensão do autoritarismo, o relatório observa que muitos países hesitam em defender os direitos humanos por medo de antagonizar os EUA e a China. A HRW alerta que a democracia global está enfrentando uma “recessão democrática”, com 72% da população mundial vivendo sob regimes autoritários.
Por fim, a organização pede uma união entre os Estados que valorizam os direitos humanos para se tornarem uma força política e econômica significativa, capaz de enfrentar os desafios impostos pelo autoritarismo crescente.










