A tensão entre Irã e Estados Unidos está em alta, com recentes trocas de ameaças que podem impactar significativamente o mercado de petróleo no Oriente Médio. A Casa Branca decidiu enviar o porta-aviões Abraham Lincoln, um dos maiores do seu arsenal, para a região. O governo americano advertiu que está preparado para realizar ataques “muito piores” se Teerã não aceitar negociar um acordo que impeça o desenvolvimento de armas nucleares.
Na quarta-feira (28), o presidente Donald Trump alertou em suas redes sociais que “o tempo está se esgotando”. Em resposta, o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araqchi, negou ter solicitado negociações com os EUA.
As autoridades iranianas emitiram um alerta à navegação no Estreito de Ormuz, anunciando exercícios militares na importante rota comercial que é responsável por aproximadamente 20% do petróleo mundial. O fechamento do estreito foi anteriormente cogitado como retaliação a ataques sofridos pelo Irã, o que gera preocupações entre analistas sobre o impacto econômico da escalada de tensões na região.
O Irã possui uma das maiores reservas de petróleo do mundo e, junto com outros membros da Opep, como a Arábia Saudita e os Emirados Árabes Unidos, é um importante produtor de petróleo. Economistas relataram que a possibilidade de um ataque ao Irã já elevou o preço do barril em até quatro dólares.
Os protestos contra o regime teocrático do Irã, que começaram a ganhar força em 2026, também aumentaram a pressão sobre o governo. Com mais de 6 mil mortos e 40 mil presos, segundo organizações de direitos humanos, os manifestantes exigem liberdade política e contestam o alto custo de vida exacerbado pelas sanções econômicas. O governo iraniano, por sua vez, atribui os protestos à interferência externa e tem respondido com repressão severa.
A comunidade internacional, incluindo países europeus, começou a reagir com novas sanções contra autoridades iranianas e classificou a Guarda Revolucionária Iraniana como uma organização terrorista. A chefe da Diplomacia da União Europeia, Kaja Kallas, afirmou que “quem age como terrorista deve ser tratado como tal” e que regimes que matam seu próprio povo estão caminhando para sua própria queda.










