O Vaticano emitiu um alerta significativo sobre a crescente preocupação com a cirurgia plástica e o que chamou de “culto ao corpo”. Em um documento aprovado pelo papa Leão XIV, a Comissão Teológica Internacional, que assessora o papa em questões doutrinárias, enfatiza que 1,4 bilhão de católicos devem refletir sobre o uso de procedimentos estéticos.
O texto destaca que “os avanços na cirurgia plástica oferecem ferramentas que mudam significativamente a relação com a própria corporeidade”. No entanto, a comissão observa que esse culto à aparência pode levar a uma busca incessante por um corpo perfeito, sempre jovem e atraente.
“Segue-se um ‘culto ao corpo’ generalizado, que tende a uma busca frenética pela figura perfeita”, afirmam os autores do documento. Eles ressaltam que, apesar das tentadoras opções de modificação, “Jesus continuará a amar você à medida que envelhece, mesmo que tenha algumas rugas no rosto”.
A Igreja Católica, embora não proíba a cirurgia plástica, aconselha que os fiéis evitem se submeter a tais procedimentos meramente por vaidade. A nova mensagem do Vaticano também levanta preocupações sobre o futuro da tecnologia, alertando para os riscos da inteligência artificial e a possibilidade de implantes mecânicos que aproximem os humanos de “ciborgues”.
O documento conclui que a cirurgia estética pode resultar em uma mudança do corpo “de acordo com o gosto do momento”, criando um paradoxo onde o ideal é exaltado, enquanto o corpo real não é amado, visto como uma fonte de limites e envelhecimento.










