Com uma área de 8,9 mil quilômetros quadrados, similar ao Distrito Federal brasileiro, Porto Rico é um território dos Estados Unidos localizado no Caribe. Com uma população de aproximadamente 3,2 milhões de habitantes, a cultura latino-americana e o idioma espanhol predominam na ilha, famosa por ser o lar do cantor Bad Bunny.
Embora os porto-riquenhos possam eleger seu governador e tenham liberdade de trânsito nos EUA, eles não têm o direito de votar para presidente e carecem de representação no Congresso dos EUA. Isso levanta questões sobre o status real da ilha, que é muitas vezes considerada uma colônia de Washington, apesar do termo oficial de “Estado Livre Associado”.
A ONU classifica Porto Rico como um caso de autonomia administrativa, mas especialistas argumentam que a ilha permanece subordinada às decisões de Washington, sem gozar dos direitos plenos que outros cidadãos americanos têm. O professor Gustavo Menon, da Universidade Católica de Brasília, descreve a situação como um resquício do colonialismo no século 21.
No último Super Bowl, Bad Bunny destacou as culturas latinas em sua apresentação, usando sua plataforma para criticar a política anti-imigração dos EUA. O cantor, conhecido por sua defesa da identidade porto-riquenha, mencionou a perda da cultura indígena no Havaí em sua performance.
A história de Porto Rico como colônia remonta à guerra hispano-americana de 1898, quando se tornou parte dos EUA. Desde então, os porto-riquenhos foram reconhecidos como cidadãos americanos em 1917, mas a luta por autonomia e reconhecimento político continua.
Os referendos realizados na ilha desde 1967 mostraram um apoio crescente pela transformação de Porto Rico em um estado dos EUA, mas essas consultas não têm efeito prático, pois não são vinculativas.
Assim, Porto Rico continua a navegar entre sua identidade cultural forte e a complexa relação política com os Estados Unidos, levantando questões sobre a verdadeira natureza do seu status.










