O secretário-geral da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), Mark Rutte, declarou que a aliança militar ainda não pode confirmar se a base militar de Diego Garcia, situada no Oceano Índico e utilizada por Reino Unido e Estados Unidos, foi alvo de mísseis iranianos no último sábado (21).
“Neste momento, não podemos confirmar isso. Estamos investigando”, disse Rutte em uma entrevista à CBS News neste domingo (22). Ele observou que Teerã estaria “muito perto” de desenvolver a capacidade de atingir cidades europeias com mísseis balísticos intercontinentais.
O Irã nega as alegações de ataque à base, que está a mais de 3 mil quilômetros de seu território. O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmaeil Baqaei, classificou as acusações como uma “falsa bandeira” para desacreditar o país.
Rutte enfatizou que, se a autoria do ataque for confirmada, isso indicaria que o Irã já possui a capacidade balística desejada. Caso contrário, o país estaria “muito perto” de alcançá-la. As fontes militares dos EUA, sob anonimato, informaram que mísseis foram lançados, mas não atingiram a base.
O governo do Reino Unido tem apoiado as operações dos EUA na região, inclusive fornecendo bases para a defesa contra o Irã. O ministro das Relações Exteriores do Irã, Seyed Abbas Araghchi, criticou a participação britânica, afirmando que muitos cidadãos britânicos não desejam envolvimento em conflitos.
Alegações anteriores do presidente dos EUA, Donald Trump, sobre o desenvolvimento de mísseis intercontinentais pelo Irã foram reforçadas por Rutte, mas a avaliação da inteligência americana sugere que isso pode levar mais tempo, com uma previsão até 2035 para o desenvolvimento desse tipo de tecnologia.
As tensões na região permanecem altas, com o Irã exercendo seu direito à autodefesa e a Otan avaliando a situação com cautela.










