O presidente Luiz Inácio Lula da Silva publicou um artigo no The New York Times neste domingo (18), no qual critica as ações dos Estados Unidos na Venezuela, incluindo bombardeios e a “captura” do presidente do país. Lula descreve esses eventos como um “capítulo lamentável” na erosão do direito internacional e da ordem multilateral estabelecida após a Segunda Guerra Mundial.
No texto, Lula expressa preocupações sobre a uso da força por grandes potências, afirmando que, quando esse uso se torna regra, a paz e a segurança globais ficam ameaçadas. Ele critica a aplicação seletiva das normas internacionais, destacando que isso enfraquece o sistema internacional.
O presidente também enfatiza que, embora chefes de Estado possam ser responsabilizados por violar a democracia, não é legítimo que um país tome a justiça em suas próprias mãos. Ele argumenta que ações unilaterais desestabilizam o comércio e aumentam o fluxo de refugiados.
Lula expressa preocupação particular com a América Latina e o Caribe, afirmando que essas práticas trazem violência e instabilidade a uma região que busca paz e igualdade soberana. Ele destaca que esta é a primeira vez em mais de 200 anos que a América do Sul sofre um ataque militar direto dos EUA.
Defendendo uma agenda regional positiva, Lula afirma que a América Latina e o Caribe devem buscar seus próprios interesses e sonhos. Ele propõe atrair investimentos e promover cooperativas para enfrentar desafios como a fome e as mudanças climáticas.
Sobre a Venezuela, Lula reafirma que o futuro do país deve ser decidido por seu povo e que apenas processos políticos inclusivos podem garantir um futuro democrático. Ele também manifesta a intenção de fortalecer a cooperação bilateral com o governo e o povo venezuelano, além de destacar a importância de unir esforços com os EUA em áreas como investimento e combate ao crime organizado.










