A decisão dos Estados Unidos de se retirar de várias organizações internacionais, incluindo a Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (UNFCCC) e o Fundo Verde do Clima (GCF), levanta preocupações sobre suas consequências globais e internas. O secretário-executivo da UNFCCC, Simon Stiell, descreveu essa ação como um “gol contra colossal”, ressaltando que a medida pode prejudicar mais os próprios norte-americanos.
Stiell afirmou que os EUA desempenharam um papel crucial na criação da UNFCCC e do Acordo de Paris, ambos essenciais para a segurança e prosperidade do país. Ele alertou que, enquanto outras nações avançam em cooperação climática, essa decisão pode resultar em um retrocesso significativo, impactando negativamente a economia, a criação de empregos e a qualidade de vida dos cidadãos.
Além disso, a saída dos EUA pode encarecer custos de energia, alimentos e transporte, à medida que desastres climáticos se tornam mais frequentes e severos. A UNFCCC é responsável por organizar anualmente a Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP), e a última ocorreu em Belém, no Brasil, em novembro do ano passado.
Segundo Natalie Unterstell, presidente do Instituto Talanoa, essa decisão representa um novo desafio político em meio à crise climática global. Ela destacou que, embora a saída dos EUA enfraqueça a credibilidade americana, a governança climática não depende unicamente dessa decisão. A reação coletiva dos países será fundamental para enfrentar a crise, e o financiamento climático deve ser prioridade para evitar um colapso.
Por outro lado, o secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, justificou a saída do GCF, chamando a organização de radical e ressaltando a necessidade de priorizar energia acessível e confiável para o crescimento econômico. Ele argumentou que a continuidade da participação dos EUA no GCF era incompatível com as metas do governo Trump.










