A China definiu sua meta de crescimento econômico para 2023 entre 4,5% e 5%, um valor ligeiramente inferior aos objetivos de anos anteriores. O anúncio foi feito pelo primeiro-ministro Li Qiang na abertura da Assembleia Nacional Popular (ANP), o principal órgão legislativo do país.
O relatório de trabalho do governo destaca a intenção de alcançar “melhores resultados na prática”, mesmo reconhecendo as dificuldades enfrentadas. Nos últimos três anos, a meta fixa era de “cerca de 5%”, com um crescimento de 5% registrado em 2025.
O intervalo de 4,5% a 5% foi escolhido para permitir uma maior flexibilidade nas políticas econômicas ao longo do ano, além de considerar os riscos geopolíticos e a ameaça ao comércio livre.
As exportações para os Estados Unidos foram impactadas por tarifas, enquanto a China buscou ampliar suas vendas em outras regiões. Internamente, o relatório aponta um desequilíbrio entre oferta e demanda, além da necessidade de transitar para novos motores de crescimento.
O documento também menciona a importância de deixar espaço para ajustes estruturais e reformas, estabelecendo uma base sólida para resultados futuros. A ANP, que reúne cerca de 3 mil delegados, deve aprovar um plano quinquenal que definirá as prioridades políticas e econômicas até 2030, incluindo compromissos para fortalecer a economia doméstica e avançar nas ambições tecnológicas do presidente Xi Jinping.










