O Ministério das Relações Exteriores (MRE) do Brasil manifestou sua forte condenação às novas medidas aprovadas pelo governo de Israel, que facilitam a ocupação de terras palestinas na Cisjordânia por cidadãos israelenses. Em uma nota oficial, o governo brasileiro destacou que essas ações favorecem a expansão de assentamentos ilegais e intensificam a ingerência israelense sobre o território palestino ocupado.
Segundo o Itamaraty, as medidas, aprovadas em 8 de fevereiro, representam uma flagrante violação do direito internacional e contrariam parecer da Corte Internacional de Justiça (CIJ), que já havia considerado ilegal a presença de Israel na Cisjordânia. O Brasil pede que Israel cesse imediatamente novas atividades em assentamentos e evacue todos os moradores.
O governo israelense anunciou uma série de iniciativas para fortalecer os assentamentos na Cisjordânia, incluindo a abertura dos registros de terras ao público, o que torna mais simples a compra de terras na região. O ministro da Fazenda de Israel, Bezalel Smotrich, afirmou que o novo procedimento é mais transparente.
A Autoridade Palestina e o Hamas condenaram as medidas, classificando-as como uma política colonialista de anexação. O Hamas, em comunicado, fez um apelo ao povo palestino para intensificar a resistência contra a ocupação.
Recentemente, o Exército de Israel expulsou cerca de 40 mil palestinos na Cisjordânia, uma das maiores operações em 20 anos. O governo brasileiro, em sua nota, pede que Israel evite ações que possam ser interpretadas como anexação do território palestino, a fim de preservar a viabilidade da solução de dois Estados e a possibilidade de uma paz justa e sustentável no Oriente Médio.










