O governo do Brasil, por meio do Ministério das Relações Exteriores (MRE), expressou sua forte condenação à demolição da sede da Agência das Nações Unidas de Assistência aos Refugiados da Palestina (UNRWA) em Jerusalém Oriental, realizada por autoridades israelenses. O local é reconhecido como território palestino.
Em nota oficial, o Itamaraty destacou que “medidas que violam instalações da UNRWA no território palestino ocupado constituem flagrante violação do direito internacional”, incluindo o direito internacional humanitário e a Convenção sobre Privilégios e Imunidades das Nações Unidas. O governo brasileiro também mencionou que tais ações contrariam os pareceres da Corte Internacional de Justiça sobre as obrigações de Israel no território ocupado.
A demolição, iniciada na terça-feira (20), ocorreu após a aprovação de uma legislação israelense que permitiu o corte de fornecimento de água e eletricidade à UNRWA e a expropriação de propriedades da agência.
Philippe Lazzarini, comissário-geral da UNRWA, descreveu o ato como um “ataque sem precedentes” contra as Nações Unidas, ressaltando que essas instalações são protegidas pelo direito internacional. O Itamaraty reafirmou seu compromisso em apoiar a continuidade das atividades da UNRWA, que atende 6 milhões de refugiados palestinos em várias regiões.
O chefe da UNRWA também alertou sobre uma “campanha de desinformação em larga escala” promovida por Israel, que intensificou os ataques às suas instalações, desconsiderando uma decisão anterior da Corte Internacional de Justiça que reafirmou a obrigação de Israel em facilitar as operações da agência no local.










