No último sábado (3), a Venezuela vivenciou um momento de crise com um ataque militar orquestrado pelos Estados Unidos, que culminou na captura do presidente Nicolás Maduro e sua esposa, Cilia Flores. O ministro da Defesa, Vladimir Padrino, afirmou que boa parte da equipe de segurança de Maduro foi morta “a sangue frio” durante essa operação.
Padrino, em um vídeo acompanhado de membros das Forças Armadas, lamentou a perda de “soldados, soldadas e cidadãos inocentes”, embora não tenha fornecido detalhes específicos sobre os nomes ou o número de vítimas. Ele também rechaçou a intervenção norte-americana e pediu a libertação de Maduro, que agora está detido em Nova York, enfrentando acusações de narcoterrorismo.
O ataque, que gerou várias explosões em bairros de Caracas, marca um novo capítulo nas intervenções diretas dos EUA na América Latina. A última invasão desse tipo ocorreu em 1989, no Panamá, onde o presidente Manuel Noriega foi sequestrado sob acusações de narcotráfico.
Os Estados Unidos acusam Maduro de liderar um suposto cartel venezuelano, chamado De Los Soles, embora especialistas questionem a existência desse cartel. Durante a administração de Donald Trump, uma recompensa de US$ 50 milhões foi oferecida por informações que levassem à prisão de Maduro, evidenciando o interesse geopolítico dos EUA na região.
Críticos da ação afirmam que o objetivo é distanciar a Venezuela de aliados como China e Rússia, além de garantir controle sobre as vastas reservas de petróleo do país, que detém algumas das maiores do mundo.










