Cinco dias após a ação militar dos Estados Unidos para destituir o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, as autoridades locais confirmam que ao menos 58 pessoas morreram durante os ataques. As informações sobre feridos e danos ainda são escassas, mas os relatos indicam uma situação alarmante em Caracas e em outros estados como Aragua, La Guaira e Miranda.
No último sábado (3), durante a invasão militar, os EUA bombardearam locais estratégicos e sequestraram Maduro e sua esposa, Cília Flores, que foram levados para um centro de detenção em Nova York. Entre os mortos, destacam-se ao menos 24 soldados venezuelanos e duas civis, cujas identidades foram confirmadas.
A primeira vítima civil identificada foi Rosa Elena Gonzáles, de 80 anos, que morreu após sua casa ser atingida. Seu funeral ocorreu na segunda-feira (5). A outra vítima, a colombiana Yohana Rodríguez Sierra, de 45 anos, foi confirmada pelo presidente da Colômbia, Gustavo Petro, que criticou a ação americana como um “assassinato” de uma mãe inocente.
A Força Armada Nacional Bolivariana (Fanb) homenageou os soldados venezuelanos mortos, enquanto o governo cubano lamentou a morte de 32 militares cubanos que estavam na segurança de Maduro, classificando a operação dos EUA como um “ato de terrorismo de Estado”.
O presidente dos EUA, Donald Trump, comentou que muitas pessoas “do outro lado”, incluindo cubanos, não sobreviveram ao ataque, afirmando que foi uma ação taticamente “brilhante”. No entanto, as repercussões da ofensiva incluem não apenas as mortes confirmadas, mas também um número crescente de baixas entre civis devido a bombardeios em embarcações no Caribe, com relatos de pelo menos 115 pessoas mortas desde setembro de 2025.
As tensões na região continuam a crescer, com a comunidade internacional observando atentamente a situação na Venezuela.










