Um estudo recente alerta que as mudanças climáticas podem levar a um aumento significativo nas infecções pelo vírus Chikungunya na Europa. A pesquisa, publicada no Journal of Royal Society Interface e divulgada pelo Guardian, aponta que o continente pode enfrentar epidemias em mais de 29 países, com foco em nações do sul, como Albânia, Grécia, Itália, Malta, Espanha e Portugal.
O vírus, transmitido por mosquitos Aedes, particularmente o Aedes aegypti e Aedes albopictus, provoca dores intensas nas articulações, com riscos maiores para crianças e idosos. O estudo indica que a temperatura mínima para a infecção pode ser tão baixa quanto 2,5 graus Celsius, um dado alarmante em comparação com estimativas anteriores, que situavam essa temperatura entre 16°C e 18°C.
Os invernos europeus, que antes limitavam a atividade dos mosquitos, agora permitem sua reprodução durante todo o ano, aumentando o potencial de surtos. O principal autor do estudo, Sandeep Tegar, enfatiza que a propagação do vírus é apenas uma questão de tempo para as regiões mais ao norte, onde ainda não se registram muitos casos.
A Dra. Diana Rojas Alvarez, da Organização Mundial da Saúde, destaca que até 40% das pessoas afetadas podem sofrer de artrite ou dores agudas por anos após a infecção. Ela ressalta a importância de controlar os mosquitos e educar a população sobre prevenção, como a eliminação de água parada e o uso de repelentes.
Com o aumento acelerado das temperaturas na Europa, que ocorre a um ritmo cerca de duas vezes mais rápido do que a média global, a situação se torna ainda mais preocupante. A pesquisa oferece insights valiosos para que as autoridades locais implementem medidas eficazes de controle e prevenção.










