Nesta sexta-feira (9), o chanceler da Alemanha, Friedrich Merz, e diversos setores empresariais celebraram a conclusão provisória das negociações do Acordo de Livre Comércio entre a União Europeia e o Mercosul, um processo que se estende por 25 anos. Apesar da empolgação, o Conselho da União Europeia ainda não anunciou oficialmente a assinatura do acordo.
Merz, em sua conta na rede social X, destacou que “o acordo UE-Mercosul é um marco na política comercial europeia e um forte sinal de nossa soberania estratégica e capacidade de ação”.
A ministra das Relações Exteriores da Áustria, Beate Meinl-Reisinger, também expressou sua satisfação nas redes sociais, ressaltando que, apesar do voto contrário de seu país, finalmente há uma maioria favorável entre os Estados-membros da UE. “Estou emocionada! Nossa economia, nossos negócios e nossa prosperidade se beneficiarão enormemente disso”, afirmou.
Meinl-Reisinger defendeu a necessidade de a Áustria fortalecer suas relações comerciais, especialmente com nações como a Índia, onde já existem negociações em andamento.
Do lado oposto, o ministro da Agricultura da Polônia, Stefan Krajewski, lamentou a falta de apoio da Itália, que poderia ter bloqueado o acordo. Ele enfatizou a preocupação com os agricultores poloneses e mencionou a proposta de mecanismos legais para proteger a agricultura do país.
A Associação Europeia de Fabricantes de Automóveis (Acea) considerou o apoio ao acordo um “momento marcante” para a economia europeia, prevendo que a assinatura reduzirá significativamente as tarifas sobre automóveis da UE e eliminará barreiras comerciais.
De acordo com a Reuters, os embaixadores dos 27 Estados-membros da UE expressaram suas posições na manhã de sexta-feira e cada país deve confirmar seu voto até as 17h (13h em Brasília). Se pelo menos 15 países, representando 65% da população do bloco, votarem a favor, a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, poderá viajar ao Paraguai na próxima semana para ratificar o acordo com os países do Mercosul.
O próximo passo será a aprovação do Parlamento Europeu para que o acordo entre em vigor.










