O governo brasileiro busca acelerar a aprovação do acordo de parceria comercial entre o Mercosul e a União Europeia, assinado recentemente. O vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, anunciou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva enviará a proposta de adesão ao Congresso Nacional nos próximos dias.
Alckmin se referiu a um recente percalço, após o Parlamento Europeu solicitar um parecer jurídico sobre a legalidade do acordo, o que pode atrasar sua implementação. Apesar disso, ele reafirmou que o Brasil seguirá com o processo de internalização do acordo, buscando a aprovação pela Câmara dos Deputados.
O vice-presidente destacou que algumas lideranças políticas na Europa, como o chanceler alemão Friedrich Merz, apoiam a implementação provisória do acordo enquanto o Tribunal de Justiça da União Europeia não se pronuncia. “Quanto mais rápido agirmos, melhor”, afirmou Alckmin, enfatizando a importância de não haver atrasos na implementação.
Após uma reunião com o presidente da Comissão de Relações Exteriores do Senado, Nelsinho Trad, o presidente da ApexBrasil, Jorge Viana, comentou sobre as preocupações em relação à possível paralisação do processo de implementação após anos de negociações. Viana expressou otimismo, ressaltando que o acordo é benéfico para ambas as partes, mas enfrenta resistência na Europa.
Segundo ele, a ApexBrasil planeja uma campanha para melhorar a imagem do Brasil na União Europeia, visando convencer a opinião pública sobre os benefícios do acordo. “É uma disputa de narrativa, e vamos trabalhar a imagem do Brasil”, concluiu Viana, ressaltando a prioridade dada pela Senado à análise do acordo.
De acordo com a ApexBrasil, a implementação do acordo pode aumentar as exportações brasileiras em aproximadamente US$ 7 bilhões, favorecendo setores como máquinas, autopeças e produtos químicos.










