Multidões se reuniram em várias cidades do Irã nesta sexta-feira (13) para participar da Marcha Internacional do Dia de Al-Quds, um evento anual que celebra a causa palestina. As manifestações acontecem sempre no último dia do Ramadã, mês sagrado para os muçulmanos.
Durante os protestos, a capital Teerã foi palco de explosões, com a emissora Al Jazeera Arabic relatando um ataque aéreo próximo aos manifestantes. Em resposta, Israel afirmou ter bombardeado mais de 200 alvos no oeste e centro do Irã em apenas 24 horas.
Infelizmente, uma pessoa foi confirmada como morta em Teerã devido a estilhaços de bomba. Vídeos das manifestações mostraram multidões gritando “Deus é grande” enquanto uma densa fumaça se erguia ao fundo. Os participantes empunhavam bandeiras do Irã e da Palestina, além de imagens do novo Líder Supremo, Mojtaba Khamenei.
Altas autoridades do Irã, como o presidente Masoud Pezeshkian e o ministro das Relações Exteriores, Abbas Araghchi, foram vistos caminhando entre os manifestantes. Pezeshkian fez um apelo nas redes sociais para que o povo mostrasse mais entusiasmo e participação nas manifestações, afirmando que o Dia de Quds representa o apoio à causa palestina e a defesa dos povos livres do mundo.
A emissora Press TV divulgou imagens de protestos em diversas cidades, como Mashhad, Isfahan e Ahvaz, com relatos de que os atos ocorreram em centenas de localidades.
O Ministério da Saúde do Irã estima que mais de 1,3 mil pessoas já perderam a vida no país devido à guerra, com mais de 10 mil feridos.
O Dia Internacional de Al-Quds foi estabelecido em 1979 pelo líder da Revolução Islâmica do Irã, Ruhollah Khomeini, logo após a queda do regime monárquico do xá Rexa Pahlavi. Desde então, o Irã tem se posicionado como um dos principais apoiadores da causa palestina, criticando a política de Israel e dos EUA no Oriente Médio e apoiando grupos armados palestinos como Hamas e Jihad Islâmica.










